Primeira-dama de Manaus tenta ‘furar fila’ para visitar filho no presídio

Visitas só através de cadastro em aplicativo da Seap. Elizabeth Valeiko tentou levar bolo e salgados para Alejandro, mas a entrada de comida externa está proibida no local desde o mês de julho. ─ Imagem: Reprodução

Por volta das 16h deste domingo (8) a primeira-dama do município de Manaus, Elisabeth Valeiko, tentou entrar no Centro de Detenção Provisória de Manaus (CDPM) onde está preso seu filho Alejandro Valeiko, apontado pela Justiça como um dos envolvidos no homicídio de Flávio Rodrigues.

O presídio fica no quilômetro 8 da BR-174 (Manaus- Boa Vista). A cena gerou revolta entre esposas e mães de presos que desde as 05h formavam uma fila para tentar visitar companheiros e familiares presos no CDPM. Primeira-dama foi acusada pelas pessoas que aguardavam do lado de fora, de tentar ‘furar fila’ para visitar o filho.

Durante a tentativa de visita, Elisabeth estava na companhia de uma advogada, e passou pela portaria do CDPM em um carro modelo SW4, escoltada por dois policiais militares, que estavam em um Corolla branco.

A Coordenação do Sistema Prisional (Cosipe) da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) detectou a presença e proibiu a entrada no estabelecimento penitenciário, uma vez que a mesma não possui cadastro de visitante. Ela também levava um bolo e um salgado, os quais não puderam ser entregues ao filho pois a entrada de comida externa está proibida desde o mês de julho, em cumprimento à Portaria Interna n. 072/2019.

Em nota, a Seap informa que o procedimento para visitação deve ser realizado pro meio de um cadastro no aplicativo Visita LegalEm seguida, os familiares devem agendar atendimento na Central de Atendimento às Famílias, localizada na rua Gabriel Salgado, s/n, Centro de Manaus.

“Em relação aos policiais militares que faziam a escolta da primeira-dama, a Seap informa que comunicará o fato à corregedoria do sistema para apurar suas condutas. A Seap reitera que não há privilégio no atendimento a visitantes do sistema prisional”, conclui a nota.

Por ACRÍTICA

 

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