
MIAMI (EUA) — Em carta divulgada nesta quarta-feira, 28, já em território americano, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou ser o “verdadeiro presidente eleito do Brasil” e anunciou que pretende comandar a oposição ao governo Lula a partir dos Estados Unidos.
Derrotado no segundo turno de domingo, 25, Flávio deixou o país na noite de terça-feira, 27, sem cumprir decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que havia determinado a entrega dos passaportes e a proibição de deixar o território nacional. O parlamentar cruzou a fronteira com a Argentina em Foz do Iguaçu, seguiu para o Equador e pousou em Miami por volta das 10h25 desta quarta-feira.
No texto, ele contesta a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, eleito com 64,2 milhões de votos (51,79%) contra 59,8 milhões (48,21%) de Flávio, diferença de 4,43 milhões de votos proclamada pelo TSE. O senador alega fraude eleitoral e pede cassação da chapa Lula-Alckmin, mas não apresenta provas.
Um dos argumentos usados é que a extensão do horário de votação até 19h, autorizada pelo ministro Cristiano Zanin para atender eleitores em filas, teria beneficiado Lula. Dados oficiais do TSE desmentem: apenas 34.393 votos (0,03%) foram registrados após as 17h – 32.399 entre 17h e 18h, 1.981 entre 18h e 19h e 13 após as 19h. Mesmo que todos fossem para Lula, não alterariam o resultado.
Flávio também agradeceu apoio de Donald Trump e Javier Milei e disse que deixou o Brasil para preservar a liberdade da família diante de suposta perseguição, negando fuga. Ele segue com mandato de senador até 2027, enquanto o PL, presidido por Valdemar Costa Neto, já reconheceu a vitória de Lula.










