sábado, 11 de julho de 2026.
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Seca no Amazonas: setor fluvial pede corte de imposto e escolta no Madeira

MANAUS (AM) — O Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Amazonas (Sindarma) e a Capitania dos Portos de Manaus firmaram um plano de ação conjunta para enfrentar os impactos da seca de 2026 no Estado. O acordo, que prevê medidas de contingência e operações integradas de segurança, tem como objetivo evitar o desabastecimento de cargas e conter a escalada de custos logísticos que tende a ser repassada ao consumidor final.

Quatro frentes de atuação

O planejamento estratégico foi estruturado em quatro eixos principais. O primeiro deles é o “Plano Verão 2026”, que reúne medidas de contingência para o período de vazante dos rios. O segundo eixo concentra-se na regulamentação do tamanho dos comboios de embarcações e na escolta armada no Rio Madeira, calha que enfrenta o avanço da pirataria e do garimpo ilegal em razão do estreitamento dos canais de navegação.

O terceiro eixo prevê o cadastro obrigatório de píeres flutuantes e balsas de cargas, visando aumentar a rastreabilidade e a segurança da operação portuária. Já o quarto eixo trata diretamente do custo operacional: o Sindarma anunciou que solicitará formalmente ao Governo do Estado a redução do imposto sobre o óleo diesel, medida considerada essencial para absorver parte das despesas extras impostas pela seca.

Prontidão da Marinha

O comandante da Capitania dos Portos de Manaus, André Carvalhaes, garantiu a prontidão da Marinha do Brasil para as operações integradas com outros órgãos de segurança pública. Segundo ele, as calhas dos rios Madeira e Jutaí serão priorizadas no esquema de escolta e fiscalização, diante do aumento histórico de ocorrências criminosas durante o período de estiagem severa.

Impacto econômico

A seca no Amazonas compromete diretamente a principal via de abastecimento do Estado. Com a redução da lâmina d’água, as embarcações são obrigadas a operar com capacidade de carga reduzida, o que eleva o frete e encarece o preço de gêneros de primeira necessidade, combustíveis e materiais de construção em municípios do interior. A articulação entre o setor produtivo e a autoridade marítima reflete a preocupação com um cenário que, em anos anteriores, resultou em desabastecimento e em estados de emergência decretados por prefeituras.