Twitter diz que Musk desistiu de negócio por queda nas ações

📷 REPRODUÇÃO/TWITTER/@elonrmuskk

O Twitter contestou as alegações de Elon Musk sobre ter sido “enganado” durante o processo de compra da plataforma. O bilionário diz que a rede social forneceu dados incorretos sobre o número de contas falsas e spams.

Em documento divulgado na 5ª feira (4), o Twitter disse que a justificativa de Musk é “implausível” e “contrária”.

“De acordo com Musk, ele — o bilionário fundador de várias empresas, assessorado por banqueiros e advogados de Wall Street — foi enganado pelo Twitter para assinar um acordo de fusão de US$ 44 bilhões. Essa história é tão implausível e contrária aos fatos quanto parece”, diz trecho do documento. Eis a íntegra (2MB).

O CEO da Tesla e SpaceX respondeu formalmente ao processo movido pelo Twitter em 30 de julho, intensificando a disputa legal entre os 2 lados. A plataforma entrou com ação contra Musk depois que o empresário desistiu da compra da rede social por US$ 44 bilhões.

Musk protocolou o que na linguagem jurídica é chamado de “reconvenção”. A ação possibilitou ao réu fazer acusações e pedidos próprios no processo inicial.

O empresário manteve o discurso que usou para desistir da compra: que a plataforma não forneceu respostas completas sobre o número de contas falsas e spams.

A plataforma afirmou que o bilionário não mostrou nenhuma evidência sobre alegações. Segundo o Twitter, Musk desistiu da compra por não achar mais “atraente” a proposta depois de alterações no mercado de ações.

Relembre o caso

A aquisição da plataforma por US$ 44 bilhões foi aprovada em 25 de abril. Entretanto, Musk anunciou a desistência da compra da rede social em 8 de julho, quando afirmou que o Twitter “violou várias disposições do contrato” e que a empresa não forneceu detalhes sobre contas falsas e spams presentes na rede social.

Para a cúpula do Twitter, a questão das contas falsas não passa de uma distração. A big tech exige que Musk pague o valor acordado.

Em 12 de julho, o Twitter entrou com uma ação judicial no Tribunal de Chancelaria de Delaware, nos Estado Unidos, contra Musk para que a aquisição fosse concluída. Na época, o Twitter acusou o CEO da Tesla e da SpaceX de montar “um espetáculo público para colocar o Twitter em jogo”.

“Musk aparentemente acredita que ele –ao contrário de todas as outras partes sujeitas à lei contratual de Delaware– é livre para mudar de ideia, destruir a empresa, interromper suas operações, destruir o valor dos acionistas e ir embora”, lê-se no processo movido pela plataforma.

Já na última 4ª feira (27.jul), o empresário pediu à Justiça norte-americana que o processo envolvendo a compra da rede social fosse julgado em 17 de outubro, contrariando seu 1º pedido, para o julgamento a partir de fevereiro de 2023. O Twitter queria que as audiências fossem antes de 10 de outubro de 2022.

Depois da decisão da Corte a favor da data proposta por Musk, o Twitter disse não se opor ao dia definido desde que seja assegurado um julgamento completo de 5 dias, como foi anunciado pela juíza.

👉 Com informações do Poder360