Redes sociais congelam e dão prejuízos de US$ 5,9 bilhões

Facebook, Instagram e WhatsApp registraram o maior apagão e ficam cinco horas fora do ar causando prejuízos a usuários e ao controlador da empresa, Mark Zuckerberg, com queda das ações. (Foto: Igor do Vale / AE)

O WhatsApp, o Instagram e o Facebook, todos pertencentes ao império de Mark Zuckerberg, normalizadas em todo o mundo por volta das 18h45 do horário de Brasília, após pane de sete horas que trouxe instabilidade às redes sociais do grupo nesta segunda-feira (4). Por meio de plataformas como o Twitter, usuários relataram problemas, dizendo que não era possível acessar o serviço. Além do app, a versão web também sofreu problemas para conectar com o aparelho celular. Durante a pane, Zuckerberg teve uma perda estimada de US$ 5,9 bilhões em sua fortuna pessoal.

A instabilidade também afetou plataformas e serviços que usam o login do Facebook, como games.

De acordo com o site Down Detector, conhecido por apontar falhas em serviços na internet, o problema não ficou restrito ao Brasil: houve relatos de instabilidade em diversas regiões do planeta, incluindo América Latina e Europa. As falhas começaram por volta das 12h20 (horário de Brasília). A reportagem fez contato com a empresa, que disse estar investigando o problema.

Em mensagem, a empresa disse: “Estamos cientes de que as pessoas estão tendo dificuldade para acessar nossos aplicativos e produtos. Estamos trabalhando para que tudo volte ao normal o quanto antes”. É a mesma mensagem repetida no Twitter.

Às 17h, Mike Schroepfer, CTO do Facebook, disse: “Nossas sinceras desculpas a todos os afetados pela interrupção dos serviços do Facebook neste momento. Estamos passando por problemas em nossas redes e nossos times estão trabalhando para resolver essa situação o mais rápido possível”.

Alguns especialistas já dizem que se trata de um problema do tipo DNS, uma falha no servidor da empresa. Isso significa que, quando o usuário busca pelo domínio dos sites – ou os acessa pelos aplicativos – é como se aquele endereço não pudesse ser encontrado pela internet. Depois de quase cinco horas de interrupção, o jornal americano The New York Times afirmou que o Facebook estava enviando uma equipe para tentar fazer a recuperação dos sistemas manualmente.

Para o professor de Ciência da Computação, Rodrigo Izidoro Tinini, do Centro Universitário FEI, o possível problema no DNS pode justificar a queda. Como um tradutor, o DNS (Domain Name System) transforma o endereço do site que buscamos em um código de busca na internet, relacionado ao seu domínio.

Em junho passado, houve uma queda de 10 minutos no WhatsApp e no Instagram.

As informações são da Agência Brasil.

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