
Manacapuru, no interior do Amazonas, enfrenta o terceiro dia consecutivo sob uma densa nuvem de fumaça. A combinação de queimadas nas rodovias regionais e um incêndio recorrente no aterro sanitário municipal degradou severamente a qualidade do ar, provocando a suspensão das aulas e sobrecarregando as unidades de saúde locais.
Nas últimas 24 horas, foram registrados 23 focos de incêndio no entorno da cidade, com concentração nas margens das rodovias AM-352 e AM-070. No quilômetro 19 da AM-070, as chamas atingiram a infraestrutura de telecomunicações, danificando cabos de fibra óptica. O incidente causou um apagão de internet e telefonia móvel que afetou Manacapuru e o município vizinho de Novo Airão por mais de quatro horas.
Diante dos índices de poluição classificados como prejudiciais pelo Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), as secretarias de Educação mantiveram a paralisação das aulas na rede pública da sede urbana. A medida visa proteger a saúde de alunos e servidores. Paralelamente, a Defesa Civil emitiu alertas sonoros em celulares, recomendando a suspensão de atividades físicas e a permanência em ambientes abertos. Eventos comunitários e esportivos, como jogos das categorias de base do Campeonato Amazonense, foram cancelados.
A situação é agravada pelo fogo no lixão público, situado no quilômetro 2 da AM-352, que voltou a se alastrar. A fumaça dos resíduos atinge diretamente bairros como Castanheiras, Residencial Manacapuru e Conjunto Ataliba. Equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBM-AM) foram mobilizadas para conter os focos no aterro e em ramais adjacentes, em uma operação contínua para reduzir a emissão de poluentes e estabilizar o cenário na região.










