
PARANÁ — Uma mulher de 37 anos, identificada como Amanda Maria Souza de Oliveira, que fingia ser uma adolescente de 12 foi desmascarada pela família adotiva após uma festa de aniversário em Santa Catarina. O caso chamou atenção nas redes sociais e mobilizou autoridades após a descoberta da verdadeira identidade da suspeita.
A mulher havia sido acolhida por uma família do município de Itajaí, no Litoral Norte catarinense, depois de afirmar que era menor de idade e vivia em situação de vulnerabilidade. Segundo relatos divulgados pela Polícia Civil, Amanda Oliveira utilizava documentos falsos e sustentava uma narrativa compatível com a suposta idade apresentada.
Família adotiva desconfiou após comportamento da mulher
As suspeitas começaram a surgir após inconsistências no comportamento e nas informações fornecidas pela mulher. A situação ganhou novos contornos depois da realização de uma festa de aniversário organizada pela família, que acreditava celebrar os 12 anos da adolescente.
Com o avanço das desconfianças, familiares procuraram autoridades para verificar os dados apresentados pela suposta menor. A investigação identificou que a mulher tinha, na verdade, 37 anos.
Segundo a Polícia Civil, ela já havia utilizado identidades falsas em outras ocasiões e possuía histórico semelhante em diferentes estados brasileiros.
Polícia investiga possível falsidade ideológica
O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil de Santa Catarina, que apura possíveis crimes de falsidade ideológica, uso de documentos falsos e fraude.
As autoridades também tentam identificar se a mulher recebeu benefícios financeiros ou conseguiu vantagens materiais ao assumir uma identidade falsa.
A investigação ainda busca esclarecer como ela conseguiu convencer a família adotiva e quais documentos foram utilizados durante o processo de acolhimento.
Caso repercute nas redes sociais
A descoberta da verdadeira idade da mulher provocou ampla repercussão nas redes sociais. Internautas passaram a comentar os detalhes do caso e questionaram como a fraude conseguiu permanecer sem ser identificada inicialmente.
O episódio também reacendeu debates sobre falhas em processos de verificação de identidade e vulnerabilidade emocional de famílias dispostas a acolher menores em situação de risco.
Até o momento, a defesa da mulher não havia se manifestado publicamente sobre as acusações.


