quarta-feira, 18 de março de 2026.
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Manaus Inicia “Ajuri de Saberes 2025” para fortalecer ensino da língua materna indígena

Atualmente, a rede municipal de Educação possui 22 espaços que atendem alunos de oito povos indígenas que falam sete línguas diferentes.

MANAUS, AM — A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), lançou nesta segunda-feira (17) o “Ajuri de Saberes 2025”, um evento voltado ao aprimoramento do ensino da língua materna indígena. Realizado na Divisão de Desenvolvimento Profissional do Magistério (DDPM), no bairro Adrianópolis, o encontro reuniu 23 educadores do Espaço de Estudo da Língua Materna e Cultura Tradicional Indígena (EELMCTI) para uma capacitação que segue até terça-feira (18).

O objetivo é fortalecer a transmissão e preservação dos conhecimentos tradicionais indígenas, especialmente por meio do ensino das línguas nativas. Durante o evento, os participantes receberam orientações teóricas e práticas, além de discutirem projetos estratégicos para o ano letivo de 2025.

Segundo Eraldo Menezes, assessor pedagógico da Gerência de Educação Indígena (GEEI), dois projetos-chave serão implementados. O primeiro foca no desenvolvimento de planos educacionais contextualizados para os espaços de estudo da língua materna, enquanto o segundo envolve a criação de materiais didáticos específicos que integram saberes tradicionais.

No primeiro dia, foram realizadas dinâmicas em grupo, esclarecimentos administrativos e debates sobre a educação escolar indígena. Já no segundo dia, os educadores participaram de oficinas práticas, aulas demonstrativas e atividades com estudantes indígenas, além de avaliar os resultados do evento.

Atualmente, a rede municipal atende alunos de oito povos indígenas, falantes de sete línguas diferentes, como sateré-mawé, tikuna e apurinã. Os professores também realizarão visitas a comunidades para valorizar oralidade, cultura e costumes, utilizando instrumentos pedagógicos específicos.

Para a professora Jeane Menandes, nome indígena Kisipa Apurinã, o suporte recebido tem sido essencial. “Este é meu primeiro ano como professora na educação indígena, e me sinto preparada. O acompanhamento pedagógico da Semed tem sido fundamental para me deixar segura e confiante”, destacou.