Início Meio Ambiente Estudo explica peixe que sobrevive sem machos há milênios

Estudo explica peixe que sobrevive sem machos há milênios

Pesquisadores internacionais avançaram na explicação sobre a sobrevivência de uma espécie de peixe composta apenas por fêmeas, considerada um dos casos mais incomuns da biologia evolutiva. O estudo analisa os mecanismos genéticos que permitiram ao animal continuar existindo por dezenas de milhares de anos sem reprodução sexual tradicional.

A espécie, conhecida popularmente como molinésia-amazônica (Poecilia formosa), utiliza um processo chamado ginogênese. Nesse modelo reprodutivo, a fêmea depende apenas do estímulo do espermatozoide de espécies aparentadas para ativar o desenvolvimento do embrião, sem incorporar o DNA masculino aos descendentes.

Segundo os cientistas, o grande desafio era entender como o peixe conseguiu evitar o acúmulo de mutações genéticas prejudiciais ao longo do tempo. A pesquisa indica que mecanismos naturais de reparo celular e preservação genética ajudaram a manter a estabilidade da espécie mesmo sem diversidade genética produzida pela reprodução entre machos e fêmeas.

Os pesquisadores também identificaram adaptações biológicas que podem ter reduzido riscos de degeneração genética, fenômeno considerado comum em espécies que se reproduzem de forma assexuada. A descoberta amplia debates sobre evolução, resistência biológica e adaptação animal.

A molly amazônica vive em rios de água doce na América e continua despertando interesse científico por desafiar conceitos tradicionais sobre sobrevivência das espécies. O estudo foi publicado em revista científica internacional e reforça a importância das pesquisas genéticas para compreender processos evolutivos raros.