Início Transporte Condições da Transamazônica preocupam motoristas no Sul do AM

Condições da Transamazônica preocupam motoristas no Sul do AM

MANICORÉ (AM) — Moradores do distrito do km 180 de Santo Antônio do Matupi, em Manicoré, e do município de Apuí, além de caminhoneiros que dependem da BR-230 (Rodovia Transamazônica) para trabalhar e escoar suas mercadorias — incluindo o transporte de cargas vivas, como bois — denunciam as péssimas condições da estrada.

Apesar de não haver atoleiros no momento, o problema agora são os inúmeros buracos, danos nas cabeceiras das pontes, valetas nas ladeiras e as chamadas “costelas de vaca” ao longo da rodovia, que em muitos trechos se tornam praticamente contínuos, prejudicando a trafegabilidade de veículos de todos os tamanhos.

O percurso de aproximadamente 180 km, entre a balsa e o distrito de Matupi, que em condições normais seria feito em aproximadamente em 3 horas, agora está levando entre 6 e 7 horas.

A situação tem sido tão crítica que há relatos de caminhoneiros sendo obrigados a pernoitar na estrada, devido à falta de condições seguras de trafegabilidade.

“Além de andarmos devagar, se acelerar um pouco, o risco é grande: pneu pode estourar, eixo pode quebrar, suspensão pode ceder. Do jeito que a pista está, é só buraco. Não há condições de viagem”, relatou um caminhoneiro.

Diante do cenário, usuários da rodovia cobram providências urgentes por parte do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT-AM) e da empresa Construtora Meirelles Mascarenhas (CMM-AM), responsáveis por manutenção e recuperação de trechos da via.

A preocupação é que, sem ações imediatas, os prejuízos possam se agravar ainda mais, afetando diretamente a economia e a segurança de quem depende da Transamazônica.

Reportagem: Edy Lima