Bombeiros continuam buscando crianças desaparecidas após naufrágio em Carauari

Acidente que matou três adultos aconteceu na última quinta-feira (19). Irmãos de dois e três anos são únicos desaparecidos. | Foto: Divulgação/Corpo e Bombeiros

O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas faz, nesta segunda-feira (24), o quarto dia de buscas pelos desaparecidos no naufrágio da embarcação “Cidade de Carauari” no Rio Juruá, interior do Amazonas. Dois irmãos, de dois e três anos de idade, estão sumidos desde o acidente, na última quarta-feira (19). A mãe das crianças e outros dois adultos morreram.

Nesse domingo a equipe de mergulhadores realizou buscas em toda a estrutura submersa da barco. Agora o trabalho de busca vai ser ampliado para as proximidades de onde a embarcação está encalhada. Até então, trabalhava-se com a hipótese de que as crianças poderiam estar presas no interior do barco.

Ao total, desde o acidente, 92 passageiros foram socorridos com vida, três corpos foram encontrados pelos bombeiros e apenas os irmãos João e Arhur seguem desaparecidos.

O comandante do Batalhão de Bombeiros Especial (BBE) e instrutor de mergulho, major BM Ricardo Carmo da Rocha, pontou alguns dos principais desafios desse tipo de ocorrência.

“O primeiro ponto a ter atenção é a correnteza do rio. No Rio Juruá, onde ocorreu o naufrágio, a medição da correnteza é acima de dois nós, o que já é considerado arriscado, visto que a embarcação da ocorrência, depois de naufragada, já percorreu três quilômetros do local do acidente. A estrutura teve que ser amarrada para dar segurança nas buscas. Outra questão que deve ser levada em consideração é o difícil acesso aos compartimentos do barco: há redes, malas, portas e janelas, e os mergulhadores devem estar atentos para que a mangueira de ar respirável não dobre, impedindo a distribuição do ar para o bombeiro que está submerso”, explica o major.

Por G1

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