Auditagem da Urna Eletrônica é prevista em lei

Um dos assuntos mais comentados nos últimos meses tem sido a segurança das urnas eletrônicas da Justiça Eleitoral. Existe uma narrativa nefasta e inócua que tenta descredenciar a transparência das nossas urnas eletrônicas, tão admiradas, testadas e elogiadas pelo mundo. Pois bem. A onda que alguns aproveitam para surfar vem recheada de desinformação, mais ou menos como se diz o ditado: “quanto mais uma mentira se repete, acaba virando uma falsa verdade”.

Nossas urnas são auditáveis e existe todo um processo de acompanhamento técnico aberto ao público e aos partidos políticos, e está tudo disposto no artigo 66 e seguintes da Lei das Eleições (9.504/97). Além disso as urnas não têm conexão em rede de internet, portanto quando os resultados são totalizados já se sabe os números das votações pelos boletins de urna, e como se não bastasse, ainda existem as verificações internas.

A totalização é mera soma daquilo que já se apurou individualmente (boletins de urna) e que os meios de comunicação na maioria dos locais já divulgam, inclusive primeiro do que a Justiça Eleitoral, e que doravante só são confirmados na apuração final. Enfim, querer insistir em voto impresso, é tão somente para gastar o dinheiro da nação com algo desnecessário e que só pode servir de desculpa para eventuais ataques inúteis contra a democracia, como se apregoa por aí.

A Justiça Eleitoral e seus valorosos servidores, colaboradores e Magistrados , merecem respeito. A urna eletrônica encerrou o ciclo do voto de cabresto, extirpou as velhas fraudes e as demoradas apurações. É preciso conhecer ou ao menos estudar a história para compreender o avanço do nosso sistema eleitoral de votação.

*Fábio de Souza Pereira – Professor, Jornalista e Assessor Jurídico-Eleitoral.

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