
MANACAPURU (AM) — O rio Solimões baixa em Manacapuru 1,20 metro em apenas sete dias e atingiu a cota de alerta no município do interior do Amazonas. O nível chegou a 5,72 metros na região, segundo o monitoramento local.
A descida acelerada preocupa autoridades. Além disso, o recuo se intensificou no início de setembro e já provoca impactos diretos na navegação.
Descida de 1,20 m em uma semana acende alerta em Manacapuru
Conforme o levantamento, o Rio Solimões apresentou recuo rápido em Manacapuru. O rio saiu de um patamar mais alto e atingiu 5,72 metros em poucos dias.
A situação coloca o município em estado de atenção. Isso porque Manacapuru integra a Calha do Baixo Solimões, que inclui ainda Careiro da Várzea e outras áreas monitoradas pelo Estado.
Segundo especialistas, a vazante no início de setembro costuma ser um indicativo do ritmo da estiagem. Portanto, a queda de 1,20 metro em uma semana é considerada acelerada para o período.
Manacapuru decreta emergência para garantir suprimentos
Diante da situação, Manacapuru decretou estado de emergência. A medida facilita a aquisição de medicamentos e outros suprimentos destinados às comunidades mais isoladas.
A prefeitura argumenta que o acesso às comunidades de várzea e terra firme fica comprometido com a seca. Dessa forma, o decreto permite compras emergenciais e contratação de logística para atendimento.
O Governo do Amazonas monitora as chuvas e o nível dos rios no estado, incluindo a calha do Solimões.
Navegação e escoamento de produtos já são afetados
A vazante também dificulta o deslocamento de embarcações e compromete o escoamento de mercadorias. O cenário afeta diretamente o transporte de produtos entre Manacapuru e Manaus.
Barcos precisam reduzir carga e mudar de rota por causa dos bancos de areia. Além disso, o tempo de viagem aumenta e o custo do frete sobe.
O cenário continua sendo monitorado pelas equipes de Defesa Civil. Há preocupação de que o período de estiagem resulte em uma das maiores vazantes dos últimos anos no Amazonas.
Estiagem pode provocar vazante histórica
Autoridades locais acompanham diariamente a régua do rio. Caso o ritmo de descida continue, o Rio Solimões pode atingir níveis críticos ainda em setembro.
A orientação é que ribeirinhos e produtores se programem para o escoamento antecipado de produtos. Da mesma forma, as comunidades devem garantir estoque de água potável e medicamentos.










