
MANAUS (AM) — Criminosos furtaram na noite de terça-feira (9) uma ambulancha do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192), deixando temporariamente sem operação o atendimento fluvial a dezenas de comunidades ribeirinhas da capital amazonense.
A embarcação, ancorada na Base Fluvial Katuyara, no Porto Hidroviário de São Raimundo (bairro Santo Antônio, zona Oeste), foi levada por volta das 22h. Segundo relatos de servidores que estavam de plantão, seis indivíduos encapuzados invadiram a lancha de forma sorrateira. Eles a conduziram até o meio do rio, onde a transferiram para outra embarcação que já os aguardava, seguindo em direções opostas.
O secretário municipal de Saúde, Nagib Salem, manifestou indignação com o ocorrido, que representa o primeiro furto desse tipo em mais de 20 anos de atuação do Samu em Manaus. “É um absurdo desmedido. Essas pessoas agiram de maneira sorrateira e levaram um equipamento essencial para salvar vidas”, afirmou o gestor em entrevista ao programa Manhã de Notícias, da Rede Tiradentes.
A Unidade de Suporte Avançado Fluvial (Usaf), popularmente chamada de “ambulancha”, é equipada com estrutura de UTI e materiais de suporte avançado à vida. A embarcação atende populações que só têm acesso por via fluvial, servindo mais de 40 comunidades ao longo dos rios Negro e Amazonas, beneficiando mais de 10 mil pessoas.
A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) registrou imediatamente o boletim de ocorrência e mobilizou as forças de segurança para localizar e recuperar a embarcação com todos os equipamentos. Até o momento, não há registro de ameaças diretas aos profissionais da base.
Em nota oficial, a Prefeitura de Manaus condenou o crime com veemência, destacando que o furto prejudica diretamente o socorro a pacientes em situação crítica de saúde nas áreas ribeirinhas. A gestão reforça o apelo à população: qualquer informação sobre o paradeiro da ambulancha deve ser denunciada às autoridades.
A ação reforça a vulnerabilidade das bases fluviais do Samu e o impacto que esse tipo de crime gera no sistema de saúde pública da região amazônica. A Semsa trabalha para minimizar os prejuízos ao atendimento enquanto a polícia investiga o caso.


