sábado, 25 de abril de 2026.
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Justiça decreta prisão preventiva de homem que atropelou cães em Manaus

Manaus (AM) – A Justiça do Amazonas decidiu manter atrás das grades o homem acusado de atropelar intencionalmente cães no bairro Parque Dez de Novembro, na zona Centro-Sul da capital. Jefferson Buhler Figliuolo, preso em flagrante na última quarta-feira, teve sua prisão convertida em preventiva durante audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (23).

O caso ganhou repercussão após o suspeito fugir do local do crime, abandonar o veículo em frente à própria residência e tentar embarcar em um voo para São Paulo no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, no bairro Tarumã. Ele foi localizado no saguão de embarque e detido com apoio da Polícia Militar e da Polícia Civil antes de conseguir deixar a cidade.

De acordo com a investigação, Figliuolo atropelou vários cães na via pública, resultando na morte de um animal e ferimentos em outros três. Protetores de animais que registraram o ocorrido gravaram um vídeo em que o suspeito declara, sem arrependimento: “se pudesse, faria tudo de novo”. A gravação será anexada ao inquérito policial como prova.

Delegacia especializada investiga maus-tratos

O delegado Guilherme Antoniazzi, titular da Delegacia Especializada em Crimes Contra o Meio Ambiente e Urbanismo (Dema), detalhou a ação policial: “Ele estava prestes a embarcar para São Paulo. A Polícia Militar realizou as buscas iniciais e a Polícia Civil efetuou a prisão em flagrante”. O suspeito foi conduzido ao 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP) para registro do boletim de ocorrência.

Na audiência de custódia, o promotor Thiago de Melo, do Ministério Público do Amazonas (MPAM), pediu a conversão do flagrante em prisão preventiva. O pedido foi acatado pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), que entendeu haver risco de fuga e necessidade de garantia da ordem pública.

O crime de maus-tratos a animais, previsto na Lei de Crimes Ambientais, pode resultar em pena de dois a cinco anos de detenção, além de multa. A investigação continua para esclarecer todas as circunstâncias do caso e identificar possíveis testemunhas.

O episódio reacende o debate sobre a proteção aos animais e a rigidez na aplicação da lei em casos de crueldade gratuita nas ruas de Manaus.