
ARGENTINA — A derrota da Argentina para a Espanha por 1 a 0, no domingo, 19, na final da Copa do Mundo, disputada em Nova Jersey, nos Estados Unidos, segue sem ser aceita por parte da torcida argentina.
Inconformados com o resultado, torcedores iniciaram uma campanha virtual para pressionar a Fifa a repetir a decisão. O abaixo-assinado, publicado na plataforma Change.org, ultrapassava 82 mil assinaturas na manhã desta quinta-feira, 23, e ganhou repercussão nas redes sociais.
Intitulada “Repetir la final del Mundial Argentina – España sin el árbitro corrupto”, a petição começou a circular horas após o apito final. Os organizadores alegam que decisões da arbitragem comprometeram o placar e defendem a realização de um novo jogo com outro árbitro.
No texto, os autores afirmam que a final foi “manchada pela atuação polêmica e corrupta do árbitro”. A acusação é feita sem apresentação de provas, com base em vídeos compartilhados nas redes sociais que, segundo eles, mostrariam lances favoráveis à Espanha.
“É uma decepção monumental para jogadores, treinadores e, sobretudo, para os torcedores que esperam um jogo decidido pelo talento e pela dedicação em campo, e não por decisões arbitrais manipuladas”, diz trecho do documento.
Os autores afirmam ainda que o caso “não é apenas uma questão de justiça para a Argentina, mas para o futuro do futebol mundial” e pedem que a Fifa “revise os incidentes com seriedade e transparência”.
O principal lance contestado é a expulsão do meio-campista Enzo Fernández, que recebeu o segundo cartão amarelo no segundo tempo e deixou a Argentina com um jogador a menos. A decisão foi do esloveno Slavko Vinčić, alvo de críticas desde o fim da partida.
A campanha resgata também um episódio de 2020, quando Vinčić foi detido durante operação policial em Bijeljina, na Bósnia e Herzegovina, que investigava suposta rede de tráfico de drogas, prostituição e comércio ilegal de armas. Na ocasião, armas, dinheiro e cocaína foram apreendidos. O árbitro disse que participava de reunião de negócios, foi ouvido e liberado sem indiciamento.
Procurada, a Fifa não se manifestou sobre a petição. Não há indicação de que a entidade vá rever o resultado.









