Vídeo: Motorista de aplicativo é espancada e jogada de ponte por adolescentes

Na delegacia, um dos suspeitos foi agredido pela própria irmã, que ficou revoltada ao saber do caso. (Foto: Reprodução / SBT Brasil)

Uma motorista por aplicativo foi espancada e jogada de uma ponte por quatro adolescentes em um assalto, em Tangará da Serra, no interior do Mato Grosso. Márcia Angola foi rendida após aceitar uma corrida no município, a 200 km de Cuiabá.

As marcas pelo rosto dela mostram a crueldade das agressões, que foram praticadas ao longo de um trajeto de 18 km. “Eles me enforcando o tempo todo, me agredindo muito, eu achei que eu ia realmente morrer. Única coisa que eu podia fazer era pedir a Deus para que ele me ajudasse a sair daquela situação de alguma forma”, relata a vítima.

A violência só terminou porque ela se fingiu de morta. “Na minha cabeça, se eles pensassem que eu estivesse morta, eles iam parar de me agredir, né? Foi isso o que eu pensei na hora”, acrescenta a motorista. Na ocasião do crime, ao chegarem à ponte do Rio Sepotuba, os criminosos amarraram a mulher com uma corda e, então, a jogaram. Depois, ela esperou a quadrilha ir embora, saiu da água e pediu ajuda a moradores da região.

Os adolescentes fugiram com o carro roubado para o município de Nova Olímpia, onde furtaram uma relojoaria, conforme mostram imagens de uma câmera de segurança. No dia seguinte, os quatro foram apreendidos pela polícia. De acordo com o major Eduardo Henrique Lana, “confessaram que teriam, após as inúmeras agressões realizadas na vítima, acreditou-se que ela estava morta e por isso desovaram ela da ponte”.

Na delegacia, um dos suspeitos foi agredido pela própria irmã, que ficou revoltada ao saber do caso. Em um vídeo gravado com celular, é possível ver o momento, com ela questionando: “Tá faltando feijão dentro da sua casa, desgraçado? ‘Tá faltando?”. Para a motorista, os momentos de terror dificilmente serão esquecidos. Nas palavras dela, “eles chegaram no ponto de falar que não tinham mais força para me bater. Então, é uma coisa horrorosa isso”.

Veja reportagem do SBT Brasil:

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