Início Terremoto Terremotos expõem colapso da saúde e agravam crise humanitária na Venezuela

Terremotos expõem colapso da saúde e agravam crise humanitária na Venezuela

VENEZUELA — A destruição causada pelos terremotos que atingiram a Venezuela expôs novamente a fragilidade do sistema público de saúde do país. Até o momento, mais de 1,4 mil pessoas morreram, enquanto o número de feridos já supera 3,2 mil. Além disso, milhares de moradores continuam desaparecidos ou aguardam resgate sob os escombros.

A tragédia encontrou uma rede hospitalar que já enfrentava sérios problemas estruturais. Médicos relatam falta de medicamentos, materiais cirúrgicos e equipamentos básicos para atender a população. Em muitos casos, pacientes e familiares precisam fornecer itens essenciais, como analgésicos, gazes, antibióticos e outros insumos necessários aos procedimentos médicos.

Na região metropolitana de Caracas, hospitais públicos e clínicas privadas operam acima da capacidade. Profissionais de saúde que se deslocaram para as áreas mais atingidas descrevem uma situação crítica, marcada pela escassez de recursos e pela dificuldade em prestar atendimento adequado às vítimas.

O problema, entretanto, é anterior aos terremotos. Entidades médicas venezuelanas denunciam há anos o abandono da infraestrutura hospitalar, o desabastecimento frequente e a saída de milhares de profissionais do setor em busca de melhores condições de trabalho no exterior.

Com equipes reduzidas e poucos equipamentos especializados, voluntários e socorristas atuam para localizar sobreviventes. Enquanto isso, a ajuda humanitária internacional, incluindo o apoio enviado pelo Brasil, torna-se fundamental para amenizar os impactos de uma das maiores tragédias recentes vividas pela Venezuela.