SEM CONCORRÊNCIA: Azul abusa e cobra R$ 3.750 no voo ida e volta entre Manaus e Tabatinga

O assunto deve ser levado para discussão na Aleam

Um grupo de consumidores está disposto a oficializar denúncia à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) contra a empresa Azul Linhas Aéreas que, sem concorrência no Estado, abusa da cobrança de passagens aéreas a preços escorchantes no trecho entre Manaus/Tabatinga/Manaus. A empresa cobra entre R$ 3.750 e R$ 2.480 pelo percurso ida e volta.

O grupo sugere que a Assembleia Legislativa realize urgentemente uma audiência pública com o objetivo de debater a questão e encontrar soluções para coibir o abuso. A presença de representantes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e de autoridades da Azul na audiência é considerada fundamental para o ato abusivo seja esclarecido e coibido em nome do Código de Defesa do Consumidor.

Segundo os consumidores, os abusos praticados pela empresa passam dos limites se comparados os preços cobrados sobre voos entre Manaus e outras regiões do Estado e em relação ao mundo. De acordo com o site da empresa, um voo saindo de Manaus dia 19 de setembro, com destino a Tabatinga e retornando à capital no próximo dia 21, custaria R$ 3.750,44.

Os valores são equivalentes ao trecho Manaus/Miami/Manaus

“A passagem Manaus/Tabatinga custa atualmente entre R$ 3.750 e R$ 2.480, uma variação absurda, somadas três horas e trinta minutos de voo no percurso ida e volta, enquanto a gente paga R$ 1.610 no percurso de cinco horas, ida e volta, entre Manaus e Miami”, aponta um consumidor.

Outro denunciante cita também o exemplo do preço cobrado pela passagem aérea entre Manaus e a cidade de Lisboa, capital de Portugal, da ordem de R$ 3.600. “O percurso é de 14 horas, viagem de ida e volta, saindo do Brasil a partir de Fortaleza”, compara, demonstrando serem injustificáveis os preços cobrados pela Azul para cobrir o interior do Estado.

Conforme os consumidores, a falta de concorrência estimula a empresa a praticar preços escorchantes principalmente no trecho de seus voos direcionados ao Alto Solimões. Na opinião deles, os consumidores precisam conhecer os critérios usados pela Azul para definir os preços das passagens aéreas cobradas no Amazonas.

 

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