quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026.
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Russa é condenada por ajudar a Ucrânia

Ksenia Karelina foi condenada por "alta traição".

RÚSSIA — Em um novo capítulo sombrio da repressão russa, uma mulher de 32 anos com dupla cidadania, russo-americana, foi condenada a 12 anos de prisão por um ato de compaixão. Ksenia Karelina, em um gesto de solidariedade no primeiro dia da invasão russa à Ucrânia, doou pouco mais de US$ 50 para uma organização humanitária que auxiliava crianças e idosos ucranianos.

O julgamento, realizado a portas fechadas no tribunal regional de Sverdlovsk, nos Urais, culminou em uma condenação por “alta traição”. Segundo a corte, a doação de Karelina teria sido utilizada para financiar a compra de material bélico para as forças ucranianas.

A acusação, no entanto, contrasta com as alegações da organização beneficiada, a Razom for Ukraine, que nega qualquer envolvimento com o fornecimento de armas e afirma ter como único objetivo prestar assistência humanitária.

O caso de Karelina expõe a escalada da repressão na Rússia, onde atos de solidariedade são criminalizados e a liberdade de expressão é suprimida. A condenação de uma cidadã que apenas buscava aliviar o sofrimento de civis inocentes evidencia o clima de medo e insegurança que se instaurou no país.