
Manaus (AM) — O governador em exercício do Amazonas, Roberto Cidade, determinou a suspensão imediata de todos os contratos vigentes entre o Governo do Estado e empresas pertencentes a membros de sua família. A medida foi oficializada nesta quarta-feira, logo após Cidade assumir a chefia do Executivo estadual de forma interina, visando evitar conflitos de interesses e garantir a moralidade administrativa.Blindagem Jurídica e Ética
A decisão de suspender os contratos busca antecipar possíveis questionamentos por parte dos órgãos de controle, como o Ministério Público do Amazonas (MP-AM) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM). Ao assumir o cargo máximo do estado, Roberto Cidade torna-se o ordenador de despesas direto, o que poderia gerar impedimentos legais caso empresas de parentes próximos continuassem a prestar serviços remunerados pelo erário estadual.
Impacto Administrativo
A equipe técnica do governo agora realiza um levantamento minucioso para identificar todos os serviços afetados pela medida. O objetivo é garantir que a suspensão desses contratos não interrompa serviços essenciais à população, buscando alternativas legais para a continuidade das atividades por meio de outros fornecedores ou novos processos de contratação, caso necessário.
Com essa postura, Cidade tenta imprimir uma marca de transparência em sua curta gestão interina, em um momento em que a política amazonense passa por uma fase de transição e intensa observação pública.


