sexta-feira, 30 de janeiro de 2026.
Início Economia Procon vai fiscalizar abusos em novo aumento de combustíveis

Procon vai fiscalizar abusos em novo aumento de combustíveis

Sindicatos de postos de 22 estados pediram, em vão, que a ANP liberasse a venda direta. ─ Foto: Reinaldo Maquiné

Os motoristas que decidiram abastecer seus veículos, na manhã desta quarta-feira (20), na capital do Estado, foram pegos de surpresa com a gasolina custando entre R$ 4,49 e R$ 4,59. Em posto próximo a Bola do Eldorado, bairro Parque Dez, zona centro-sul de Manaus, o combustível está sendo comercializado a R$ 4,59. De acordo com um frentista, que não quis se identificar, o preço subiu, ainda nesta segunda-feira (18). “As pessoas tiveram aquele pequeno impacto na hora de pagar, mas o fluxo está normal”, explicou.

Para o advogado Paulo Nery, 45, o preço está um pouco acima do que estava sendo cobrado na última semana. Ele disse que em comparação a outros meses, quando o combustível chegou a R$4,99, o valor atual ainda é “suportável”. “Todos os meses acontece essa variação e já estamos acostumados. Agora é tentar economizar e saber pesquisar valores abaixo do cobrado”.

Conforme o vice-presidente do Sindicato dos Combustíveis do Amazonas (Sindicombustíveis-AM), Geraldo Dantas, o aumento se deve ao valor repassado das refinarias aos postos de combustíveis e “infelizmente quem sofre são os consumidores”.

“Trata-se da sétima alta já realizada no mês de março e do valor mais alto desde novembro do ano passado. Em 2019, o avanço chegou a 21,47%. Culpa de quem? Empresários? Não, é do governo federal, O valor da gasolina passou de R$ 3,99 para uma média de R$ 4,49 a R$ 4,59, na cidade de Manaus. Mesmo com os aumentos e diversos impostos, o preço da gasolina ainda continua barato”, declarou.

Segundo o diretor-presidente da Ouvidoria e Proteção ao Consumidor (Procon Manaus), Rodrigo Guedes, nesta semana, o órgão deu início a uma fiscalização nos postos de combustíveis em vários bairros da capital, notificando os proprietários para apresentarem as notas fiscais relativas a compras dos produtos junto às distribuidoras, bem como a planilha de preços praticados nos três primeiros meses deste ano.

“O Procon irá continuar com as fiscalizações esta semana. Realizamos as autuações com as notas e toda a documentação. Vamos poder constatar se há uma abusividade ou não no valor cobrado nos postos. Se for constatado alguma irregularidade, nós vamos tomar as medidas que a lei requerer, podendo chegar a fechar o estabelecimento, caso esteja descumprindo as normas”, comentou Guedes.

Por EM TEMPO