Presos da Operação ‘Sangria’ estão no sistema prisional da BR-174

Simone Papaiz não vai cumprir prisão domiciliar ─ Imagem: Arquivo

Sete presos da operação “Sangria”, desencadeada pela Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (30), foram encaminhados para o Centro de Detenção Provisório Masculino 1 e 2 (CDPM), e as mulheres detidas estão no Centro de Detenção Provisório Feminino (CDPF).

Os presídios ficam localizados no KM 8 da BR-174 (Manaus-Boa Vista). A polícia cumpriu 8 mandatos de prisão temporária.

Presos da Operação

A operação “Sangria” alcançou funcionários públicos do alto escalão do Governo do Estado e os empresários envolvidos na venda de respiradores para a Secretaria Estadual de Saúde (Susam).

Luciene Andrade e Renata de Cássia Mansur, sócias na Sonoar, a empresa que repassou os respiradores, Fábio Passos, que comprou da Sonoar e revendeu para a Susam, e Cristiano Cordeiro, o empresário que emprestou o dinheiro para Fábio, estão entre os presos.

Foram cumpridos os 8 mandados de prisão temporária e 30 de busca e apreensão. A residência do governador Wilson Lima e a sede do Governo do Estado, na avenida Brasil, bairro da Compensa, estavam entre os alvos.

Em quarentena

João Paulo Marques dos Santos e Perseverando da Trindade Garcia Filho encontram-se no CDPM1 anexo. Por possuírem nível superior, estão em cela especial, onde permaneceram em quarentena.

Fábio José Antunes Passos e Cristiano da Silva Cordeiro encontram-se no CDPM2. Por prerrogativa da OAB, estão em sala de estado maior, onde permanecerão também em isolamento, em razão da pandemia do Covid-19.

Simone Araújo de Oliveira Papaiz, Luciane Zuffo Vargas de Andrade e Alcineide Figueiredo Pinheiro encontram-se no Centro de Detenção Provisório Feminino (CDPF). Por possuírem nível superior, estão em cela especial. Renata de Cássia Dias Mansur ainda não deu entrada no sistema prisional.

STJ

Os mandados foram expedidos pelo ministro Francisco Falcão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A corte tem a prerrogativa de investigar governadores. Falcão é o relator dos processos relacionados às compras efetuadas durante a pandemia do novo coronavírus.

FONTE: PMS

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