Ponta Negra é novamente interditada após alta de casos de Covid-19

Praia da Ponta Negra foi um dos locais de maior aglomeração durante pandemia. ─ Foto: Márcio James

O prefeito de Manaus, Arthur Neto, anunciou que irá fechar novamente o acesso à Praia da Ponta Negra por conta do aumento dos casos de Covid-19 na capital amazonense. A decisão foi divulgada durante coletiva de imprensa, nesta sexta-feira (18), e deve valer a partir deste fim de semana.

Na coletiva, o prefeito também assinou um decreto municipal de situação de emergência em Manaus, que determina a interdição. ”É desagradável, mas administrar com seriedade é optar pelo desagradável para evitar o desastroso”, afirmou Arthur Neto.

O Complexo Turístico da Ponta Negra foi um dos principais pontos de aglomerações durante a pandemia de Covid-19 em Manaus. Após a reabertura, o local recebeu grande movimentação em feriados e fins de semana.

Nas visitas, ações de prevenção e medidas de segurança são ignoradas pelos frequentadores, apesar de ser obrigatório o uso de máscaras de proteção. O distanciamento social também não é respeitado, mesmo com as orientações da prefeitura.

A primeira suspensão das atividades na praia da Ponta Negra durou 109 dias, até o complexo voltar a receber visitantes no dia 10 de julho. Apenas dois meses depois, o espaço volta a ser interditado.

A medida acompanha os esforços da Prefeitura de Manaus para controlar a alta de casos de coronavírus no estado. De acordo com os boletins divulgados pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), há um aumento nos casos de internação em casos de Covid-19, principalmente na rede pública.

Casos de Covid-19 em ManausPont

Até esta quinta-feira (17) foram confirmados quatro óbitos por Covid-19, ocorridos nas últimas 24 horas e sete por confirmação diagnóstica, elevando para 3.931 o total de mortes. Entre pacientes em Manaus, há o registro de 2.443 óbitos e no interior são 59 municípios com casos fatais confirmados até o momento, totalizando 1.488, conforme o Boletim Diário Covid-19 da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas.

FONTE: Em Tempo

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