
A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta terça-feira (17) uma operação para apurar o vazamento de informações fiscais sigilosas de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e seus familiares. Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).
A Justiça também determinou medidas cautelares contra os investigados, como uso de tornozeleira eletrônica, afastamento de funções públicas, retenção de passaportes e proibição de deixar o país.
De acordo com as investigações, o caso teve origem em uma auditoria interna solicitada pelo STF em janeiro para rastrear acessos indevidos aos sistemas da Receita Federal nos últimos três anos. A Receita informou, em nota, que seu sistema é “totalmente rastreável”, o que permitiu identificar os desvios e comunicá-los à Corte. O órgão acrescentou que, desde 2023, intensificou o controle de acessos, o que resultou em sete processos disciplinares concluídos e na demissão de três servidores.
Em despacho, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que a exposição dos dados busca criar “suspeitas artificiais” contra membros do STF. A PF e a PGR seguem com as apurações.


