Nejmi Aziz volta à prisão

Nejmi é alvo de operação que investiga a prática de crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. | Foto: Arquivo pessoal

A ex-primeira dama Nejmi Jomaa Abdel Aziz, 49, esposa do senador e ex-governador do Amazonas Omar Aziz, divide cela comum no Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF), no KM 8 da BR-174, estando com outras duas detentas do sistema prisional do Amazonas, nesta quarta-feira (31). A confirmação foi feita pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).

Nejmi divide cela – Com o ensino médio completo, a ex-primeira dama não tem prerrogativas de cela especial. A prisão temporária foi deferida pelo juiz federal titular da 2a Vara Federal do Tribunal Regional da 1ª Região, Marllon Souza, analisando processo que corre em sigilo sobre crimes contra sistema financeiro nacional, lavagem de dinheiro e cometidos por organização criminosa.

A empresária, nascida em Cascavel, no Paraná, voltou à prisão para cumprir prisão temporária pelo prazo restante de dois dias, devendo ser “posta em liberdade à 00h00 do dia imediatamente subsequente ao término do prazo, se por outro motivo não dever permanecer presa”.

A liberdade deve ocorrer no dia 1 para 2 de agosto. A decisão do juiz ocorreu no dia 26 de julho. Os advogados de defesa já deram entrada no pedido de liberdade. A ex-primeira dama concorreu ao cargo de deputada estadual pelo PSD, ano passado, obtendo 19.959 votos totalizados, ficando como suplente.

Prisão anterior – Ela foi presa no último dia 19 de julho e passou duas noites no Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF), sendo solta no dia 21, após receber habeas corpus. Uma nova liminar, obtida pela Polícia Federal, suspendeu a decisão anterior. A ex-primeira-dama é alvo da operação Vertex, da PF, que investiga a prática de crimes de corrupção passiva, lavagem de capitais e organização criminosa. Um nono alvo das investigações, em Brasília, tem mandado de prisão em aberto.

Entre as vantagens indevidas de que se tem suspeita, teria havido entregas de dinheiro em espécie ou por meio em negócios simulados ou superfaturados, a fim de ocultar a entrega de dinheiro dissimulado por meio de contratos de aluguel e de compra e venda.

A investigação está diretamente relacionada com as outras fases da Operação Maus Caminhos, sendo elas as operações Custo Político, Estado de Emergência e Operação Cashback.

Custo Político – Na Operação Custo Político se apurou a prática de crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de capitais e pertinência a organização criminosa, praticados por cinco ex-secretários de estado, bem como diversos servidores públicos e o núcleo da organização criminosa desbaratada na primeira fase da operação, enquanto na Operação Estado de Emergência, completava o núcleo político do Poder Executivo estadual, tendo alcançado o ex-governador José Melo, que chegou a ser preso.

Por outro lado, a Operação Cashback, teve por objeto a investigação quanto ao envolvimento de outras empresas em conluio, em relação as quais, suspeita-se que foram efetuados pagamentos embasados em notas fiscais falsas, sem a correspondente prestação de serviço, além de pagamentos por serviços superfaturados.

Por PMS

 

 

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