Mulher é vítima de tentativa de feminicídio no bairro Tarumã

Simone usou uma escada como proteção, mas ainda assim foi bastante espancada pelo criminoso (Foto: Cristiano Ximenes/GDC)

“Eu quero que ele seja preso e pague pelo o que fez. Quero justiça!”. Este é o desejo da autônoma Simone Colares Barros, 39, vítima de uma tentativa de feminicídio, ocorrida na manhã do dia 29 de março, no bairro Tarumã, zona oeste. Em entrevista ao GRUPO DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (GDC), a mulher relatou os momentos de pânico que viveu ao ser agredida pelo autor do crime. Na ocasião, ele também roubou o carro da vítima.

Segundo os relatos da vítima, ela conheceu o autor do crime, identificado como Daniel Marques Barbosa, 22, próximo a uma feira do bairro Tarumã, onde o suspeito tinha uma banca de churrasco. “Não tenho amizade com ele, só comi um churrasco lá. E no dia que eu estava com o carro da minha mãe, eu parei em um barzinho onde sempre bebo”, disse.

Na madrugada do dia 29 de março, Solange foi a um bar que costuma frequentar, no mesmo bairro. Lá, ela encontrou o suspeito, que já estava no local. A autônoma contou que, por volta de 4h30, o homem se aproximou, perguntou se ela estava sozinha e pediu para sentar-se com ela.

“Eu disse que estava sozinha e, como ele não me representou nenhum perigo, permiti que ele sentasse comigo. Fiquei bebendo com ele e, por volta de 6h, eu desci com ele e fui para a minha casa, onde ele tentou me matar”, relatou.

Solange afirmou que, ao chegar em sua casa, ela abriu a porta e quando entrou o suspeito fechou a porta rapidamente e lhe segurou pelo pescoço. “Ele me pegou por trás e já foi me arrastando para cozinha, apertando fortemente meu pescoço, sem que eu pudesse ter voz para gritar, ficou tentando me matar estrangulada e eu tentando me salvar de tudo quanto é jeito”, contou.

As agressões continuaram e, conforme a vítima, Daniel estava em cima dela e batia a cabeça da mesma no chão. Além de desferir vários socos contra o rosto da mulher, ele também a agrediu com uma enxada.

“Só me livrei porque coloquei minha cabeça embaixo da escada e, algumas vezes, as enxadadas que ele me dava, batia na escada. Até que ele conseguiu me acertar fortemente e eu fiquei meio grogue, caída no chão, numa poça de sangue e foi quando ele pegou a chave do carro da minha mãe e fugiu”, afirmou.

Por D24AM

 

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