segunda-feira, 30 de março de 2026.
Início Brasil Moro não poderá advogar por seis meses, afirma Comissão de Ética da...

Moro não poderá advogar por seis meses, afirma Comissão de Ética da Presidência da República

O ex-juiz pode, contudo, dar aulas e escrever artigos para a imprensa.

A Comissão de Ética da Presidência da República decidiu nesta terça-feira (2) que o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, não poderá advogar por seis meses. O ex-juiz pode, contudo, dar aulas e escrever artigos para a imprensa.

Segundo a decisão, enquanto durar a quarentena, Moro continuará recebendo salário de R$ 31 mil, antiga remuneração de quando atuava à frente da pasta.

Mais cedo, juristas e advogados do grupo Prerrogativas enviaram uma denúncia contra o ex-ministro na Comissão de Ética. Segundo eles, o ex-juiz da Lava Jato divulgou informações privilegiadas para a imprensa enquanto fazia parte do governo.

Essa é a segunda denúncia do grupo contra o ex-ministro no colegiado. A primeira, teve como base as declarações de Moro ao deixar o governo. Na ocasião, ele disse que o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) queria interferir na Polícia Federal e ter acesso a relatórios de investigações.

“Seja como tenha sido, fica patente a violação ética praticada pela ex-autoridade, ao manipular informações privilegiadas de acordo com a sua conveniência política pessoal. Essa conduta expõe, a um só tempo, os seus desvios praticados como juiz e a insensatez do seu comportamento como ex-autoridade do Poder Executivo Federal”, diz trecho.

A denúncia pede que, sendo constatadas as infrações éticas apontadas, o conselho determine imposição de quarentena integral ou restrições específicas a Moro, com a consequente proibição do exercício de atividade privada pelo período de seis meses.

FONTE: METRÓPOLES