quinta-feira, 29 de janeiro de 2026.
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Justiça mantém prisões de acusados no Caso Djidja Cardoso

Manaus (AM) – A juíza Roseane do Vale Cavalcante Jacinto, da Comarca de Manaus, decidiu manter a custódia cautelar de todos os acusados no inquérito que investiga o Caso Djidja Cardoso. A decisão, publicada nesta sábado (27/12), rejeitou os pedidos de soltura e flexibilização das medidas cautelares apresentados pela defesa dos investigados.

Fundamentos da decisão

A magistrada fundamentou sua decisão na complexidade da investigação e na necessidade de proteção da ordem pública. Segundo a juíza, a conduta de suposta aquisição e utilização recorrente de cetamina, fármaco de uso veterinário, em contextos familiar e comercial representa um risco concreto à sociedade. Os pressupostos legais foram confirmados, com a existência de indícios suficientes de autoria e comprovação da materialidade dos crimes investigados.

A alegação de excesso de prazo, apresentada pela defesa, foi afastada pela juíza, que considerou o prazo compatível com a complexidade do caso, que envolve múltiplos réus e extensa coleta de provas. As medidas menos severas, como substituição das prisões por prisão domiciliar ou autorização de deslocamento entre estados, foram negadas.

Acusados no caso

Entre os acusados com prisões mantidas estão Cleusimar Cardoso e Ademar Cardoso Neto, mãe e irmão da vítima Djidja Cardoso, além de outros investigados no inquérito. Verônica Seixas, que responde ao processo em liberdade, teve a obrigação do uso de tornozeleira eletrônica mantida como medida alternativa.

O Caso Djidja Cardoso ganhou repercussão nacional e tem sido acompanhado de perto pela sociedade amazonense, que cobra celeridade e rigor nas investigações. A Justiça do Amazonas reiterou a necessidade das medidas cautelares atuais para garantir a lisura do processo e resguardar a ordem pública diante da gravidade dos fatos apurados.