
MANAUS (AM) – A Justiça amazonense condenou, nesta segunda-feira (22/12), Sophia Livas de Morais Almeida, de 32 anos, por exercício ilegal da medicina. Bacharel em Educação Física pela Ufam, ela se apresentava como médica especialista em cardiopatia infantil, professora universitária e sobrinha do prefeito de Manaus, David Almeida – parentesco que foi oficialmente desmentido pela prefeitura.
Sophia furou o carimbo de uma residente em medicina dentro do Hospital Universitário Getúlio Vargas e usava o registro profissional da jovem para realizar atendimentos ilegais. Ela se infiltrou em grupos de pós-graduação e atuar em programas de assistência a crianças com cardiopatia grave na capital amazonense. Embora o HUGV afirme que ela nunca teve vínculo com a unidade, obteve o carimbo dentro do hospital e realizava consultas de forma independente.
A falsa médica mantinha um podcast sobre cardiopatia infantil e usava redes sociais para reforçar sua imagem de prestígio. Seu currículo na plataforma Lattes também continha informações falsas, incluindo especializações que nunca cursou e pesquisas que nunca realizou em instituições como Fiocruz, USP e UFMG.
Sophia foi presa em maio de 2025 e condenada por exercício ilegal da medicina, perigo para a vida ou saúde de outrem, comunicação falsa de crime e estelionato. A sentença prevê regime semiaberto e, após a liberação, uso de tornozeleira eletrônica, restrição ao perímetro de Manaus e proibição de contato com vítimas e familiares.


