
IRÃ — Neste domingo (5), o Exército do Irã declarou ter utilizado uma nova tecnologia de defesa aérea para abater um caça norte-americano e outras quatro aeronaves que participavam de uma missão de resgate. De acordo com o porta-voz do quartel-general das Forças Armadas iranianas, Ebrahim Zolfaqari, o sistema pertence à Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária e foi desenvolvido internamente por jovens do país.
Sem revelar detalhes técnicos, Zolfaqari afirmou que a defesa aplica golpes “poderosos, rápidos e precisos” contra caças, helicópteros, drones e outros equipamentos inimigos. Ele ainda acrescentou que um número expressivo de aeronaves foi atingido, incluindo dois aviões de carga C-130, dois helicópteros Black Hawk, drones MQ-9 e Hermes, além de um A-10 Thunderbolt II. O porta-voz também reafirmou a alegação de que o Irã já havia derrubado um F-35 anteriormente — embora o modelo confirmado pelos americanos nos últimos dias seja o F-15E.
Os dois pilotos do jato abatido na sexta-feira conseguiram se ejetar e foram resgatados por forças dos EUA. O governo americano ainda não se pronunciou oficialmente sobre as novas acusações iranianas. Contudo, fontes militares dos EUA confirmaram à agência Reuters que duas aeronaves Black Hawk foram atingidas por fogo iraniano durante as buscas por um dos pilotos desaparecidos, mas conseguiram deixar o espaço aéreo do Irã. Uma aeronave de transporte que estava estacionada em solo iraniano precisou ser destruída por apresentar falha.
O presidente Donald Trump exaltou a operação de resgate, garantindo que nenhum militar norte-americano ficou ferido. Já o Irã divulgou imagens de destroços que, segundo um analista forense ouvido pela Reuters, correspondem aos modelos de aeronaves citados. O porta-voz iraniano classificou o episódio como um “fracasso” de Washington, em meio ao conflito que já dura mais de um mês entre os dois países.


