
A vida digital de luxo e ostentação de Mirian Mônica da Silva Viana, conhecida nos perfis de rede social como “Cavalona do Pó”, colidiu com a realidade nesta quinta-feira (19). A influenciadora, natural do Amazonas, foi um dos alvos da Operação Resina Oculta, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal, que desarticulou um esquema de tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro.
Com quase 50 mil seguidores, Mirian construiu uma imagem de empresária bem-sucedida, exibindo viagens para resorts e um guarda-roupa de grife. No entanto, o inquérito policial aponta que essa fachada digital era sustentada por atividades ilícitas. As investigações revelaram que a influenciadora movimentava recursos incompatíveis com sua renda declarada por meio de um complexo sistema que envolvia empresas de fachada e plataformas clandestinas de apostas online.
A trajetória da investigada com a justiça, contudo, não é recente. As autoridades informaram que Mirian já havia sido detida em dezembro de 2025, em Goiás, pela Polícia Rodoviária Federal. Na ocasião, ela atuava como escolta de um veículo que transportava aproximadamente 30 quilos de skunk, uma variante potente da maconha. Desde março deste ano, ela se encontrava em regime de prisão domiciliar.
A Operação Resina Oculta é o desdobramento de uma apreensão de drogas realizada em outubro de 2025. As investigações subsequentes mapearam a atuação de uma organização criminosa com ramificações em quatro unidades da federação: Distrito Federal, Goiás, Maranhão e Amazonas. O balanço da ação policial inclui o cumprimento de 41 mandados de busca e apreensão e nove prisões. No campo financeiro, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias dos suspeitos e das empresas a eles vinculadas, cujos valores podem alcançar a cifra de R$ 15 milhões.


