Início Justiça Índio extremista detido pela PF já foi preso por tráfico de drogas

Índio extremista detido pela PF já foi preso por tráfico de drogas

Extremista foi preso pela PF a pedido da PGR.

O indígena bolsonarista extremista José Acácio Serere Xavante, preso pela PF nesta segunda-feira (12), já foi preso por tráfico de drogas em 2008. José Acácio foi detido com cocaína e condenado a quatro anos e oito meses de prisão em regime fechado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Em 2009, a defesa de José Acácio recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que decidiu tirá-lo do regime fechado. A decisão foi tomada com base no Estatuto do Índio, que diz que indígenas condenados devem ter a pena atenuada e, se possível, cumpri-las em semiliberdade, em um órgão público de assistência aos indígenas.

O caso foi julgado em 28 de abril de 2009 pela Quinta Turma do STJ. A votação foi unânime. Acompanharam o relator do caso, ministro Jorge Mussi, os colegas Felix Fischer, Laurita Vaz, Arnaldo Esteves e Napoleão Nunes Maia Filho.

Segundo o processo, José Acácio foi preso por policiais civis, em 27 de novembro de 2007, em Campinápolis (MT); na ocasião, o indígena portava trouxinhas de cocaína. A corporação alegou que a droga seria traficada. Ainda de acordo com os documentos, José Acácio e sua então esposa agiam juntos para cometer esse crime.

Em primeira instância, o TJMT condenou o indígena a 4 anos e 8 meses de prisão, além de multa, por dois crimes previstos na Lei Antidrogas: tráfico de drogas e associação para o tráfico de drogas.

Procurada, a defesa de José Acácio Serere Xavante não respondeu. O espaço está aberto para manifestações.

No início da noite desta segunda-feira (12/12), o indígena bolsonarista extremista foi preso pela Polícia Federal em Brasília, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). A prisão temporária, com prazo inicial de 10 dias, foi decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Segundo a PGR, José Acácio cometeu os supostos crimes de ameaça, perseguição e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. As ameaças incluíam, de acordo com os procuradores, protestos no hotel em que Lula está hospedado em Brasília.

Depois que extremistas reagiram à prisão de José Acácio e deixaram um rastro de destruição pela zona central de Brasília, o bolsonarista gravou um vídeo na PF pedindo que os aliados interrompessem os atos terroristas.

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