quinta-feira, 18 de junho de 2026.
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Homem agride criança em festa junina após ver filho ser vítima de bullying

O incidente ocorreu dentro de uma escola particular, enquanto as crianças se apresentavam no palco
VICENTE PIRES, DF — Um episódio de violência gerou grande repercussão nas redes sociais e entre pais da comunidade escolar de Vicente Pires. Douglas Filipe Parisio Lima, analista de sistema de 41 anos, foi identificado como o autor da agressão a uma criança de 4 anos durante uma festa junina realizada na tarde de domingo (15).O incidente ocorreu dentro de uma escola particular, enquanto as crianças se apresentavam no palco. Douglas teria se aproximado do menor após ver seu próprio filho, de 3 anos, envolvido em uma briga com a vítima.

Homem “perdeu a cabeça”, segundo depoimento à polícia

Em depoimento à polícia, Douglas afirmou que seu filho vinha sofrendo repetidas agressões físicas e psicológicas por parte da criança agredida. Ele teria dito que “perdeu a cabeça” ao presenciar mais um ataque contra o filho em plena apresentação escolar.Nas imagens divulgadas, é possível ver o momento em que o adulto derruba o garoto de maneira violenta, aponta o dedo em seu rosto e o segura pelo pescoço. A criança aparece assustada e confusa com a reação do homem.

Intervenção policial e prisão em flagrante

Uma policial civil presente no evento tentou conter o homem e deu ordem de prisão. Douglas reagiu à abordagem e chegou a dar um tapa no rosto da agente. Ele foi contido por outros presentes e posteriormente levado para a 8ª Delegacia de Polícia (Estrutural).O caso foi encaminhado para a 38ª Delegacia (Vicente Pires), onde Douglas teve o flagrante lavrado por desacato e vias de fato. A Justiça será responsável por decidir sobre possíveis medidas judiciais.

Defesa alega omissão da escola e contexto emocional

A advogada de Douglas, Marleide Anatolia Pereira da Silva, informou que o cliente tem buscado há meses apoio da instituição de ensino para resolver o problema de bullying sofrido por seu filho.“Por diversas vezes, a família notificou a escola sobre as agressões constantes praticadas pelo colega, mas encontrou omissão e silenciamento”, afirmou a defesa.Segundo ela, Douglas agiu movido pela dor de ver seu filho sendo humilhado publicamente. “Ele não nega que errou, mas espera que o contexto seja compreendido.”