terça-feira, 17 de fevereiro de 2026.
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Governo chinês protesta contra balão derrubado pelos EUA

Pentágono alega que equipamento era usado para espionagem de locais estratégicos

Pequim protestou contra a derrubada de um suposto balão espião chinês sobrevoando os Estados Unidos no domingo, acusando Washington de “reagir claramente desproporcionalmente” e em “grave violação da prática internacional”.

“A China expressa seu forte descontentamento e protesto contra o uso da força pelos Estados Unidos para atacar uma aeronave civil não tripulada”, disse o Ministério das Relações Exteriores da China em comunicado, acrescentando que se reservará “ao direito de fornecer mais respostas, se necessário.”

O equipamento estava sobrevoando os Estados Unidos havia vários dias, aumentando as tensões entre Washington e Pequim, antes de ser derrubado por um míssil disparado de um jato F-22 no sábado (4), disseram autoridades do Pentágono.

O secretário de Defesa, Lloyd Austin, chamou a operação de “uma ação deliberada e legal” em resposta à “violação inaceitável de nossa soberania” por parte da China.

Autoridades dos EUA disseram pela primeira vez na quinta-feira (2) que estavam rastreando um enorme “balão de vigilância” chinês no céu sobre os Estados Unidos.

O relatório levou o secretário de Estado, Antony Blinken, a cancelar uma rara viagem a Pequim destinada a conter as crescentes tensões entre os dois países.

Pequim reconheceu na sexta-feira a propriedade da “aeronave”, mas disse que era um balão meteorológico que havia saído do curso.

O Ministério das Relações Exteriores da China disse no domingo que “pediu claramente aos Estados Unidos para lidar adequadamente com a situação de maneira calma, profissional e moderada”.

Pequim indicou que os Estados Unidos “insistiram no uso da força” e qualificaram a manobra de “claramente desproporcional”. Além disso, acusou Washington de cometer uma “grave violação das práticas internacionais”.

“A China protegerá resolutamente os direitos e interesses legítimos das empresas afetadas e se reserva ao direito de fornecer mais respostas, se necessário”, acrescentou o ministro em comunicado.