terça-feira, 2 de junho de 2026.
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Gil Romero e José Nilson são condenados por morte de Débora Alves

MANAUS (AM) — A Justiça do Amazonas condenou, na madrugada desta segunda-feira (1º), Gil Romero Machado Batista e José Nilson Azevedo da Silva pelo assassinato de Débora da Silva Alves, de 18 anos, em Manaus. A decisão foi tomada após cinco dias de julgamento no Fórum Ministro Henoch Reis.

Débora desapareceu em julho de 2023 e foi encontrada morta dias depois em uma área de mata na Zona Leste de Manaus. Ela estava grávida de oito meses, e o bebê também morreu.

Condenações e crimes comprovados

Gil Romero foi condenado por homicídio qualificado, feminicídio, aborto provocado por terceiro e ocultação de cadáver, com pena de 63 anos, 7 meses e 19 dias em regime fechado. José Nilson recebeu 17 anos e 8 meses por homicídio qualificado por motivo torpe, com duas qualificadoras afastadas e a acusação de feminicídio rejeitada.

A decisão considerou laudos periciais, depoimentos, imagens de câmeras, rastreamento e confissões dos acusados. Ambos estavam presos desde o crime e responderam por duplo homicídio qualificado, aborto e ocultação de cadáver.

Motivação e detalhes do crime

Débora desapareceu em 29 de julho de 2023, após encontrar Gil Romero, pai do bebê, que prometeu dinheiro para a compra do berço. O corpo foi achado queimado e asfixiado em uma área de mata no bairro Mauazinho, dentro da Usina Termoelétrica Mauá 2.

Segundo o MPAM, Gil Romero mantinha um relacionamento extraconjugal com Débora e não queria assumir a gravidez. Após o crime, o feto foi retirado do corpo e descartado em um rio, enquanto o cadáver foi queimado para ocultar provas.

José Nilson foi preso dias depois, enquanto Gil Romero fugiu para Curuá (PA), sendo capturado em 8 de agosto de 2023 em uma operação conjunta das polícias do Amazonas e Pará.