
SÃO PAULO — Uma tragédia provocada pela combinação de imprudência e álcool ao volante interrompeu precocemente a vida do jovem Diêgo Rafael da Silva, de apenas 19 anos, na noite deste último domingo (26). O coletor de lixo trabalhava na região da Barra Funda, zona oeste da capital paulista, quando foi violentamente atropelado pelas costas.
Diêgo estava na função havia apenas dois meses e batalhava para sustentar sua jovem família. Ele deixa uma filha de 1 ano e a esposa grávida de sete meses.
O ACIDENTE E A IRRESPONSABILIDADE
O caso aconteceu por volta das 22h40 na Rua do Bosque. Segundo informações da concessionária Loga, responsável pelo serviço de limpeza na área, o caminhão da coleta estava parado e com todas as luzes de sinalização e segurança devidamente ligadas. Diêgo recolhia os sacos de lixo na traseira do veículo no momento em que foi atingido em alta velocidade por um automóvel Mercedes-Benz.
O motorista do veículo, o empresário Guofang Huang, de 53 anos, passou pelo teste do bafômetro, que confirmou o estado de embriaguez.
JUSTIÇA E REVOLTA
O impacto foi tão severo que o jovem trabalhador não resistiu aos ferimentos e faleceu no local. O condutor foi preso em flagrante e, nesta segunda-feira (27/07/2026), a Justiça de São Paulo converteu a prisão em preventiva durante a audiência de custódia, determinando que ele permaneça preso por tempo indeterminado enquanto o processo avança.
A concessionária Loga emitiu nota oficial lamentando profundamente o ocorrido, afirmando que está prestando assistência à família da vítima e colaborando ativamente com as investigações policiais para que o caso não fique impune.
O episódio reacende o debate urgente sobre a segurança dos trabalhadores essenciais que atuam nas vias públicas durante a noite e o impacto devastador da mistura de álcool e direção.









