sexta-feira, 30 de janeiro de 2026.
Início Polêmica Frigorífico usa helicóptero para distribuir carne e gera polêmica

Frigorífico usa helicóptero para distribuir carne e gera polêmica

Aparecida de Goiânia (GO) – O Frigorífico Goiás, localizado em Goiânia, adotou um método inusitado para distribuir carne a moradores de Aparecida de Goiânia na véspera de Natal (24/12): jogou os produtos de um helicóptero. A ação, que viralizou nas redes sociais, foi classificada pelo proprietário como uma “ação solidária”, mas dividiu opiniões entre aprovação e críticas.

Tumulto e justificativa

Segundo o empresário Leandro Batista da Nóbrega, dono do frigorífico, a empresa tentou organizar uma fila para a distribuição do alimento, inclusive com uma fila exclusiva para crianças, mas a falta de colaboração de alguns adultos gerou um tumulto. O proprietário relatou que teve a roupa rasgada e que sua esposa foi machucada durante a confusão. Ele afirmou realizar ações semelhantes há 11 anos, mas nunca havia enfrentado situação semelhante.

Em nota oficial, o Frigorífico Goiás esclareceu que a decisão de utilizar o helicóptero foi tomada “exclusivamente por critérios de segurança e responsabilidade”, após os esforços para organizar a distribuição não terem êxito.

Repercussão nas redes sociais

A ação gerou divisão de opiniões online. Alguns parabenizaram a iniciativa solidária, enquanto outros criticaram a forma de distribuição, considerando-a humilhante para a população. “Pode até ter boas intenções, mas da forma como foi feito, foi uma humilhação para a população”, escreveu um comentário.

Outras polêmicas

O Frigorífico Goiás já esteve envolvido em outras controvérsias. Em setembro, o Judiciário determinou a retirada de um cartaz com a frase “Petista aqui não é bem-vindo”. Após a decisão, a placa foi alterada para “Ladrão aqui não é bem-vindo. Quem apoia ladrão também não”. Em outubro, a Justiça ordenou novamente a retirada do cartaz, impondo multa diária de R$ 1 mil. O Ministério Público moveu uma ação contra o frigorífico após denúncia do deputado estadual Mauro Rubem (PT). Na época, o proprietário negou qualquer discriminação e afirmou que todos os clientes são bem tratados.