Forças Armadas destroem quarta pista de pouso clandestina na Terra Yanomami

A ação teve como objetivo principal cortar a logística da mineração ilegal que prolifera na área.

Boa Vista, RR – Em uma operação realizada na última segunda-feira (23/12), o Comando Conjunto “Catrimani II” conseguiu interditar mais uma pista de pouso clandestina localizada na região de garimpo Mucuim, dentro da Terra Indígena Yanomami (TIY). A ação, que contou com o apoio das aeronaves UH-15 “Super Cougar” da Marinha do Brasil e HM-1 “Pantera” do Exército Brasileiro, teve como objetivo principal cortar a logística da mineração ilegal que prolifera na área.

Para inutilizar a pista, foram empregados explosivos de forma controlada, distribuídos ao longo de sua extensão, seguindo cálculos precisos de engenharia militar. Além da destruição da pista, a operação também resultou na neutralização de um quadriciclo, na apreensão de aproximadamente 250 litros de combustível e na destruição de uma tonelada de cassiterita, um minério conhecido como “ouro negro”.

Essas pistas de pouso são vitais para a logística dos garimpeiros ilegais, especialmente durante a estação seca quando os rios não são navegáveis. Elas permitem o rápido transporte de materiais e pessoal para áreas de extração de minério que, de outra forma, seriam de difícil acesso.

A pista de Mucuim foi a quarta a ser desativada pela Operação “Catrimani II” apenas neste mês, seguindo as já inutilizadas pistas do Hélio, Couto Magalhães e Valmor. A operação é uma iniciativa conjunta entre diversos órgãos de Segurança Pública, Agências e Forças Armadas, coordenada pela Casa de Governo no Estado de Roraima, sob a Portaria GM-MD N° 5.831, de 20 de dezembro de 2024. Este esforço busca prevenir e reprimir o garimpo ilegal, além de combater ilícitos transfronteiriços e crimes ambientais na TIY.

A ação reflete o compromisso do governo federal em proteger as terras indígenas e seus habitantes, assim como em preservar o meio ambiente contra a devastação causada pela mineração ilegal. Com cada pista de pouso clandestina destruída, a esperança é que a logística dos garimpeiros seja cada vez mais asfixiada, levando à desarticulação das operações criminosas na região.