
Brasília (DF) — O ex-ministro Raul Jungmann morreu na noite deste domingo (18), em Brasília, aos 73 anos. Ele estava em tratamento contra um câncer no pâncreas e havia sido internado novamente na véspera do falecimento. Jungmann deixa dois filhos e uma neta.
Natural de Recife, Jungmann teve uma trajetória política de mais de cinco décadas. Foi ministro em quatro ocasiões: no governo Fernando Henrique Cardoso (Desenvolvimento Agrário e Políticas Fundiárias), no governo Michel Temer (Defesa) e, em 2018, tornou-se o primeiro ministro da Segurança Pública da história do Brasil. Antes, presidiu o IBAMA.
Nas redes sociais, o jornalista Valdo Cruz, da GloboNews, prestou homenagem ao ex-minister. “Era um ardoroso defensor da democracia”, escreveu.
Além da carreira política, Jungmann ocupava desde 2022 o cargo de diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM). Em nota, a entidade destacou suas “cinco décadas de vida pública”, resaltando a “integridade, espírito republicano e compromisso inabalável com a democracia”. Ana Sanches, presidente do Conselho Diretor do IBRAM, classificou Jungmann como “homem público de estatura singular, defensor firme da democracia”.
O velório e a cremação ocorreram em cerimônia restrita a parentes e amigos, em Brasília.
Jungmann também foi Deputado Federal por Pernambuco em duas legislações, Vereador do Recife e coordinador da Frente Brasil Sem Armas, responsável pelo referendo de 2005 que proibiu a venda de armas de fogo no país. Durante o governo Temer, coordenou operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e defendeu o impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Em sua trajetória, foi filiado a diversos partidos, incluindo PCB, MDB, PPS e novamente PMDB, sempre transitando entre diferentes legendas ao longo de sua carreira política.


