sexta-feira, 30 de janeiro de 2026.
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Crimes ambientais na Amazônia são investigados em operações da PF

As ações foram motivadas por denúncias de desmatamento da floresta para criação de gado.

A Polícia Federal realizou nesta terça-feira (29) duas operações de combate a crimes ambientais nos estados do Acre e Amazonas, a Operação Terra Prometida e a Operação Xingu. As ações foram motivadas por denúncias de desmatamento da floresta para criação de gado.

A primeira operação teve como alvo uma organização criminosa acusada de invasão de terra pública, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. As investigações começaram após denúncias de moradores extrativistas da Floresta Estadual do Antimary, no Acre, uma área de 47 mil hectares, na fronteira com o Amazonas. No município de Sena Madureira, um grupo de posseiros desmatava terra pública federal para criação de gado.

A área desmatada chega a quase 600 campos de futebol. Os procuradores federais têm recebido denúncias sobre desmatamento na reserva extrativista desde 2015. De acordo com a PF, o prejuízo por causa de toda essa ação é estimado em R$ 18 milhões.

Já a Operação Xingu teve como alvo: um grileiro, dois pecuaristas e um técnico de georreferenciamento, que atuava junto ao Incra e ao Cadastro Ambiental Rural.

Nesse caso, a investigação também começou a partir de denúncias de conflito agrário e desmatamento para fazenda de gado, no sul do estado do Amazonas. As informações foram confirmadas tanto por agentes em campo quanto por imagens de satélite.

Segundo a PF, a organização criminosa destruiu cerca de 800 campos de futebol em área de mata nativa, apenas no ano passado. O prejuízo é calculado em mais de R$ 17 milhões e será objeto de ressarcimento.

Nas duas operações desta terça, foram cumpridos quatro mandados de prisão, 25 de busca e apreensão, e 6 mandados de proibição de acesso à área. A Polícia Federal também destacou que, entre os alvos de prisão, está um dos condenados pelo assassinato da missionária norte-americana Dorothy Stang, morta em 2005, com seis tiros, em uma estrada rural no oeste do Pará.

Amair Feijoli da Cunha, alvo da ação desta terça, foi condenado a 27 anos de prisão por ter contratado os pistoleiros que atiraram contra a missionária. Mas ele foi beneficiado com redução de pena, para 18 anos, por causa de uma delação premiada.