Crescimento desordenado e concentração de população dificultam combate à malária em Manaus

Capital amazonense é uma das principais cidades atingidas no país

O Brasil reduziu em 38% os casos de malária em relação a 2018, segundo o Ministério da Saúde. Apesar da boa notícia, a doença ainda persiste e preocupa autoridades de saúde, em Manaus. Apenas no primeiro trimestre deste ano, a Secretaria Municipal de Saúde registrou mil e trezentos casos – queda de 43% em comparação ao mesmo período do ano passado.

A maioria das notificações vem da zona Oeste, concentradas nas comunidades Parque das Tribos e Cidade das Luzes, do bairro Tarumã; da zona Leste, nas comunidades do Nassau, no bairro Colônia Antônio Aleixo, e Coração de Mãe, no bairro Puraquequara; O bairro Francisca Mendes, na zona Norte, também registra casos.

E a explosão demográfica da cidade, atualmente com 2,1 milhões de habitantes (IBGE), somada ao crescimento urbano desordenado e à proximidade das matas, são fatores que impõem dificuldades no combate à malária. A análise é do gerente de Vigilância Ambiental de Manaus, João Alteci.

Moradias acabam sendo construídas em áreas de alto risco de transmissão da doença, devido ao alto índice de infestação do mosquito Anopheles, responsável por infectar os seres humanos com o parasita Plasmodium.

Alteci explica quais as orientações que são passadas para a população em caso de suspeita de malária.

“Orientamos a buscar o diagnóstico a partir dos primeiros sintomas. Isso é importante, porque o tratamento precoce é oferecido, evitando que o paciente torne uma fonte de infecção para esse mosquito.”

O funcionário público Edvaldo Rocha, de 58 anos, foi diagnosticado com o tipo mais grave da malária, causada pelo Plasmodium falciparum, parasita que causa a doença.

A infecção causada por essa espécie pode resultar em complicações potencialmente letais, como insuficiência renal aguda e acometimento pulmonar. O histórico com a doença é longo, já que Edvaldo já teve a doença 10 vezes.

“Uma das coisas que mais me chamava a atenção, naqueles momentos, era que eu não tinha vontade de comer. Eu fiquei muito magro.”

A malária é uma doença infecciosa febril aguda, mas não é contagiosa. Caso você sentir febres altas, calafrios, sudorese, tremores e dores de cabeça, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima.

Segundo o Ministério da Saúde, o diagnóstico precoce e o tratamento oferecido são fundamentais para a cura desta doença que pode matar. Para mais informações, acesse saude.gov.br/malaria.

Por AR+

 

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