
MANAUS (AM) — O julgamento dos acusados pelo assassinato do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips foi transferido de Tabatinga para Manaus. A decisão foi tomada de forma unânime pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).
A transferência foi determinada por três razões centrais:
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Riscos de Segurança: Tabatinga, localizada na tríplice fronteira, tem histórico de violência e atuação de facções criminosas.
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Garantia de Imparcialidade: Havia preocupação com a pressão social sobre os jurados em Tabatinga, devido à tensão entre grupos econômicos locais e defensores do meio ambiente e dos indígenas.
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Estrutura Judiciária: Manaus possui maior capacidade de segurança e uma estrutura mais robusta para um julgamento complexo.
Por que Manaus?
O TRF-1 considerou que nem Tabatinga nem cidades vizinhas ofereciam condições adequadas. A capital amazonense foi escolhida por reunir:
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Um corpo de jurados mais diversificado e menos suscetível a pressões locais.
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Maior aparato de segurança policial e judicial.
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Condições para garantir um julgamento justo e em conformidade com a lei.
A medida visa assegurar um julgamento isento e seguro, considerado fundamental para a Justiça em um caso de repercussão internacional.
Os Principais Réus e o Mandante
Abaixo está um panorama dos principais envolvidos no processo:

O Caso
Bruno Pereira e Dom Phillips foram assassinados em 5 de junho de 2022, no Vale do Javari, uma das regiões mais críticas para a proteção ambiental e indígena no Brasil. Dom Phillips trabalhava em um livro sobre a preservação da Amazônia.
O caso segue sob a vigilância do TRF-1, Polícia Federal e Ministério Público Federal, com o próximo passo sendo a marcação da data para o júri em Manaus.


