
MANAUS (AM) — A Polícia Civil do Amazonas esclareceu a motivação da execução do professor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) Davi Said Aidar, 62, assassinado no dia 6 de fevereiro no ramal Água Branca, zona norte de Manaus. Uma briga por rivalidade comercial entre vizinhos está na origem do crime.
Segundo o delegado Adanor Porto, adjunto da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), a mandante do assassinato é a vizinha da vítima, Juliana da Rocha Pacheco. Ambos eram donos de bares no ramal Água Branca, na rodovia AM-010. Com a chegada do professor ao local, as vendas do estabelecimento de Juliana diminuíram, iniciando uma série de discussões e ameaças.
Dívidas como pagamento
Juliana procurou o sobrinho, Lucas Santos de Freitas, o “Lucão” ou “Magrão”, apontado como mentor intelectual. Lucas, que atuava como agiota, recrutou para o crime pessoas que tinham dívidas com ele, oferecendo abatimento dos débitos como pagamento.
O executor foi Antonio Carlos Pinheiro Meireles, o “TK”, que devia cerca de R$ 750 a Lucas. Rafael Fernando de Paula Bahia, motorista no dia do crime, devia cerca de R$ 10 mil por um carro acidentado e recebeu oferta de R$ 1 mil. Já Emerson Sevalho de Souza teve uma dívida de R$ 200 abatida em R$ 50.
Três dias antes da execução, Lucas e Antonio foram ao local para observar a rotina da vítima. No dia do crime, no dia 6 de fevereiro, o trio retornou. A mandante entregou a Lucas uma bolsa com a arma utilizada. Três homens em uma motocicleta efetuaram 14 disparos contra o professor, que foi atingido por sete tiros.
Presos e foragida
Antonio Carlos Meireles, Emerson Sevalho, Lucas Santos e Rafael Bahia foram presos. Todos têm passagens pela polícia. Juliana da Rocha Pacheco segue foragida.
Informações sobre o paradeiro de Juliana podem ser repassadas pelos números (92) 98118-9535 e (92) 3667-7575; pelo 181, da Secretaria de Segurança Pública, ou pelo 197, da Polícia Civil. O sigilo é garantido.


