Bolsonaro defende plantação de cana-de-açúcar no AM

Evento contou com a presença de líderes políticos e religiosos ─ Foto: Layena Magalhães/Divulgação

Em evento religioso realizado no Centro de Convenções Canaã, zona sul de Manaus, o presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou, na noite desta terça-feira (26), que ao assinar decreto permitindo a plantação de cana na Amazônia, sabia que sofreria críticas de ambientalistas e revelou ter ficado contente ao saber que o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM), deputado estadual Josué Neto, manifestou apoio à medida.

“Soube pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que havia uma decreto impedindo a plantação de cana de açúcar no Amazonas. Olha que absurdo! E ela queria que o decreto fosse revogado, mas sofreria um grande desgaste – porque os ambientalistas iam criticar. Eu falei para ela: ‘se eu não me sujeitar a desgaste, o que estou fazendo aqui? Eu não posso estar preocupado com reeleição. Prepara que eu assino o decreto’. Assinei e até fiquei muito feliz quando soube que o presidente da Assembleia Legislativa (do Amazonas) discursou sobre o assunto e disse que isto traria mais emprego à região, como, na verdade, vai trazer brevemente”, disse.

Bolsonaro frisou estar disposto a fazer o que tiver que ser feito. “Deixe as consequências para depois. O que vale é estar com a consciência tranquila, estar em paz com seu coração. E é isto que eu peço o tempo todo (a Deus): que me oriente, me capacite, me dê força e fé para conduzir o destino do Brasil”.

Para o público formado, basicamente por evangélicos, Bolsonaro afirmou que os governos anteriores acataram a instituição ‘família’. “Fizeram de tudo contra ela (a família) nos últimos 20 anos. Inventaram de tudo para quebrar a célula maior de uma nação que é a família. Tiveram o descaramento de ‘botar’ em livro escolares que a criança pode escolher seu sexo quando tiver 12 anos de idade. Que a família pode ser um ajuntamento de duas coisas qualquer”, afirmou.

No encontro, Bolsonaro reafirmou que pretende indicar um ministro evangélico ao Supremo Tribunal Federal (STF). “Um dia eu estava no encontro ‘Gideões’ (congresso missionário protestante pentecostal), em Santa Catarina, quando o Supremo estava decidindo uma coisa muito importante, mas naquele momento não era competência do Supremo, como ainda não é, legislar. E legislaram, infelizmente. E lá no Gideões eu falei: tenho duas vagas para o STF, e uma será de um evangélico”, disse.

Quanto a reforma da Previdência, o presidente comparou a medida a uma “quimioterapia”. “Quem precisa de quimioterapia sabe, (que) se não passar por ela, vai abreviar sua passagem aqui na Terra. E esta reforma da Previdência foi para que o Brasil não quebrasse daqui a dois ou três anos”, afirmou.

Em frente ao Centro de Convenções Canaã, um grupo de universitários realizou um protesto contra a presença do presidente. No local, cerca de 50 estudantes mostraram cartazes e uma faixa com os dizeres: “Igreja não é curral eleitoral”.

Por D24AM

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