sábado, 14 de fevereiro de 2026.
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Bebê de 5 dias é resgatado em cooler após naufrágio em Manaus

MANAUS (AM) — Um recém-nascido de cinco dias foi resgatado com vida dentro de um cooler (caixa térmica) após o naufrágio da lancha “Lima de Abreu” na tarde desta sexta-feira (13 de fevereiro de 2026), na região do Encontro das Águas, em Manaus.

A embarcação submergiu rapidamente na confluência dos rios Negro e Solimões, provocando pânico entre os passageiros, incluindo crianças e adultos. A mãe do bebê, que havia viajado à capital para realizar uma cesariana (a criança nasceu com 35 semanas), também foi resgatada com vida.

De acordo com relatos de socorristas divulgados em vídeos nas redes sociais, tripulantes colocaram o bebê dentro do cooler para protegê-lo, e a caixa ficou à deriva até ser avistada e recuperada por outra embarcação próxima. Uma socorrista descreveu o episódio como um “milagre”.

A operação de resgate contou com apoio de barcos particulares, Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental, helicópteros da Polícia Federal e lancha da Polícia Militar.

Balanço da tragédia As autoridades atualizaram os números oficiais do acidente. Até o momento, o balanço aponta:

  • 70 pessoas resgatadas com vida;
  • 02 mortes confirmadas (incluindo uma criança que chegou sem vida ao pronto-socorro e uma mulher ainda não identificada);
  • 07 pessoas desaparecidas (equipes de mergulho continuam as buscas na área de forte correnteza).

Prisão do comandante da lancha

No início da noite desta sexta-feira (13), o comandante da embarcação “Lima de Abreu”, Pedro José, foi detido pela polícia logo após o naufrágio. A prisão ocorreu em meio a um clima de revolta: sobreviventes e familiares de vítimas, indignados com a tragédia, tentaram agredir o condutor enquanto ele era escoltado pelos agentes.

Pedro José foi levado ao 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP) para prestar esclarecimentos iniciais. Diante da gravidade do acidente — com mortes confirmadas e desaparecidos —, a expectativa é de que o caso seja transferido para a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), onde serão apuradas as circunstâncias do naufrágio e eventuais responsabilidades criminais do comandante.

As investigações seguem em andamento para determinar as causas do afundamento.