sexta-feira, 30 de janeiro de 2026.
Início Polêmica Barroso rebate crítica do ‘The Economist’ sobre excesso de poder no STF

Barroso rebate crítica do ‘The Economist’ sobre excesso de poder no STF

Luís Roberto Barroso diz que Brasil vive 'democracia plena, com Estado de direito e respeito aos direitos fundamentais'.

BRASÍLIA, DF — Em resposta contundente à revista “The Economist”, o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, divulgou ontem, sábado, uma nota criteriosa. Barroso rebateu a visão da publicação inglesa de que, apesar dos ataques de Bolsonaro à democracia e da grande desinformação, o ministro Alexandre de Moraes comete excessos e o STF possui poder desmedido.

Para Barroso, a matéria da “Economist” ecoa a narrativa dos envolvidos na tentativa de golpe, ignorando a realidade de uma democracia brasileira robusta, alicerçada no Estado de Direito, com mecanismos de freios e contrapesos e irrestrito respeito aos direitos fundamentais. Ele enfatizou que foi a atuação firme e independente do Judiciário, incluindo o STF, que impediu o colapso institucional diante das ameaças concretas à democracia, como a invasão dos Três Poderes, a tentativa de atentado terrorista no aeroporto de Brasília e o plano de assassinato de Lula e Alckmin.

Barroso esclareceu que o julgamento de altas autoridades por turmas do STF segue a regra processual vigente, e não o plenário. Ele argumentou que alterar essa norma seria a exceção, e que a hostilidade de um réu contra o tribunal não pode ser critério de suspeição, sob pena de inviabilizar qualquer julgamento. Defendeu a atuação de Moraes, afirmando que ele age com coragem e empenho, com o respaldo de todo o STF.

Sobre a crítica às decisões monocráticas, Barroso pontuou que estas foram posteriormente ratificadas pelo colegiado. Em relação à suspensão do X (antigo Twitter), esclareceu que ocorreu devido à ausência de representação legal no Brasil, e não por conteúdo específico, sendo restabelecido após a regularização.

Em suma, a nota de Barroso contrapõe a análise da “Economist”, reafirmando a solidez da democracia brasileira e a legitimidade da atuação do STF na defesa das instituições.