
COLÔMBIA — O número de vítimas fatais do atentado com bomba ocorrido no departamento de Cauca, no sudoeste da Colômbia, subiu para 19 mortos. O balanço foi atualizado neste domingo (26), um dia após o ataque.
A explosão ocorreu em uma barricada ilegal na rodovia, atingindo mais de uma dezena de veículos, que foram arremessados por vários metros. Imagens do local mostram uma grande cratera na pista, veículos destruídos e corpos cobertos no acostamento.
As autoridades atribuem o atentado a dissidentes da guerrilha das Farc que não aceitaram o acordo de paz de 2016. O grupo é liderado por Iván Mordisco, considerado o criminoso mais procurado da Colômbia.
Contexto de violência e eleições
O ataque acontece a pouco mais de um mês das eleições presidenciais, marcadas para 31 de maio, e integra uma onda de violência que vem sendo registrada na região. Na sexta-feira (24), outro atentado com bomba contra uma base militar em Cali deixou dois feridos.
O presidente Gustavo Petro classificou os autores como “terroristas” e determinou que as forças de segurança intensifiquem as operações de busca e perseguição aos responsáveis.
Desde que assumiu o poder em 2022, Petro tenta negociar a paz com diferentes grupos armados, mas sem sucesso. Analistas apontam que o fracasso nas negociações permitiu o fortalecimento dessas facções.
O atentado reforça a segurança como principal tema da campanha eleitoral colombiana.


