
MANAUS (AM) — Doze anos após receber partidas da Copa do Mundo de 2014, a Arena da Amazônia vive um cenário distante das expectativas criadas durante sua construção. Sem jogos programados e com o gramado em processo de recuperação, o principal estádio do Amazonas voltou ao centro do debate sobre custos de manutenção e utilização do espaço esportivo.
Nos últimos dias, duas partidas importantes do calendário local precisaram ser transferidas para outros estádios devido às condições do campo. Entre elas, a final da Copa Norte e o confronto entre Nacional e Monte Roraima pela Série D do Campeonato Brasileiro. Avaliações técnicas apontaram que o gramado não apresentava condições adequadas para receber jogos profissionais.
Inaugurada em 2014 para o Mundial disputado no Brasil, a Arena da Amazônia custou cerca de R$ 600 milhões e recebeu quatro partidas da competição internacional. Desde então, o estádio passou a ser utilizado não apenas para o futebol, mas também para shows, festivais e eventos de grande porte, ampliando sua função como espaço multiuso.
Apesar do crescimento recente do futebol amazonense, impulsionado por clubes como Amazonas FC, Manaus FC e Nacional, a arena tem enfrentado dificuldades para manter uma agenda esportiva contínua. O problema mais recente está relacionado à recuperação do gramado, que passou por replantio e aplicação de fertilizantes após a realização de eventos no local.
A Secretaria de Estado do Desporto e Lazer (Sedel) informou que o campo passa por revitalização e que a expectativa é de que volte a receber partidas em aproximadamente 15 dias. Enquanto isso, os clubes seguem buscando alternativas para cumprir seus compromissos fora do principal palco esportivo do estado.


