sexta-feira, 30 de janeiro de 2026.
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Apenas 400 ônibus estão em circulação em Manaus, segundo Sinetram

Mesmo com possibilidade de ser multado em R$ 30 mil por hora de paralisação, Sindicato dos Rodoviários manteve greve © Divulgação

A Prefeitura de Manaus monitora desde as primeiras horas desta terça-feira (29), o movimento grevista do Sindicato dos Rodoviários na capital, que desobedece a decisão judicial que impedia a realização de qualquer tipo de paralisação ou ação que viesse a lesar o sistema e, por conseguinte, a população.

“Eles desrespeitaram uma decisão judicial, que impedia esse movimento. Vamos esperar pela reação da ilustre Corte do Trabalho, que tem sido, por repetidas vezes, desrespeitada e isso não pode acontecer”, afirmou o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, ao conceder entrevista a uma emissora de rádio nesta manhã.

Fiscais da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) estão nas ruas para auxiliar no ordenamento dos terminais e avaliar o prejuízo aos usuários.

Sinetram

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) informou que está acionando a justiça para normalizar os serviços.

Apenas 30% da frota começou a operar por volta das 4h desta terça-feira, mas 50% dos ônibus já estão nas ruas até o momento. Conforme a assessoria do Sinetram, apenas 400 ônibus estariam rodando na capital.

“Uma greve razoável deveria funcionar com, pelo menos, 70% da frota, para ser justa, principalmente, para a população que está sendo prejudicada por conta de uma minoria. A sociedade tem sido vítima de vários movimentos, porque cada categoria quer reivindicar seus direitos, e muitos, com razão, mas a população, que é a maioria, não pode ser quem sempre sai perdendo”, defendeu o prefeito de Manaus.

Decisão

No último sábado (26), o Tribunal Regional do Trabalho da 11a Região (TRT11) acatou o pedido feito pelo Sinetram para que os rodoviários não realizassem greve no transporte coletivo.

A desembargadora Ruth Barbosa Sampaio determinou, em liminar, que em caso de descumprimento da ordem judicial, o Sindicato dos Rodoviários poderá ser multado em R$ 30 mil por hora de paralisação. Fonte: Portal do Marcos Santos